Julho acabou. E fechou melhor do que entrou. Ibovespa com alta de 3,47% no mês, dólar com queda de quase 2%, e o mercado respirando um pouco depois de meses pesados.
Na última sexta do mês, uma notícia de banco virou o pregão de cabeça pra baixo do jeito bom. O Santander Espanha anunciou uma oferta bilionária para comprar a fatia que ainda não tem no Santander Brasil, e as ações dispararam 13% num único dia.
Agosto começa com Copom na quarta-feira. A semana vai ser movimentada.
=> Economia
A semana abriu com uma boa notícia. O Boletim Focus de segunda-feira, dia 27, reduziu a projeção do IPCA para 2026 pela quarta semana seguida, agora em 5,12%. Há um mês estava em 5,33%. A Selic projetada para o fim do ano ficou estável em 14%. São duas tendências que, juntas, sinalizam que o pior do ciclo inflacionário pode ter ficado pra trás.
Na segunda-feira, depois de quase duas semanas de ataques americanos ao Irã, o governo dos EUA sinalizou uma pausa nas operações militares, abrindo espaço para uma nova rodada de negociações. O petróleo caiu, o mercado respirou e o Ibovespa subiu 0,74%, aos 175.334 pontos. Esse padrão se repete: qualquer sinal de alívio no Oriente Médio mexe diretamente com o humor dos ativos brasileiros.
Na quinta-feira à noite, o Santander Espanha anunciou a intenção de lançar uma oferta pública de aquisição para comprar os cerca de 10% do Santander Brasil que ainda estão em circulação no mercado, com prêmio de 15% sobre o preço dos papéis. Na sexta-feira, as units do SANB11 dispararam 13,35% no pregão, o maior salto em anos para o papel. A operação pode movimentar até R$ 11 bilhões. Com isso, o Ibovespa fechou julho com alta de 3,47% e o dólar recuou 1,82% no mês.
=> Investimentos
Deixa eu ser direto sobre o que importa agora.
O Copom se reúne na quarta e quinta-feira, dias 4 e 5 de agosto, e a expectativa majoritária do mercado é de mais um corte de 0,25 ponto percentual na Selic, levando os juros de 14,25% para 14%. A Warren Investimentos, que defende que a decisão ideal seria a manutenção, acredita que o BC vai cortar mesmo assim pela comunicação que fez nas últimas semanas. Se isso se confirmar, e for o último corte do ciclo, a Selic fica em 14% até pelo menos o início de 2027.
Pra quem trabalha com tecnologia no Brasil e tem renda estável, essa janela ainda está aberta. Tesouro IPCA+ de médio prazo pagando acima de inflação mais 7% ao ano ainda é uma das melhores relações de risco e retorno disponíveis. Não porque o mercado está bem. Porque o juro real ainda está alto demais pra ignorar.
=> Liderança
A história do Santander Brasil essa semana vai além do pregão. Uma empresa com 10% do capital em circulação no mercado, negociando com desconto expressivo em relação à controladora, sendo recomprada pela matriz com prêmio de 15%. É governança corporativa funcionando. Acionistas minoritários sendo reconhecidos. Estrutura sendo simplificada.
Pra quem lidera uma empresa de tecnologia no mercado interno brasileiro, o paralelo prático é este: você sabe qual é o valor real do que você construiu?
Não o faturamento, não o lucro operacional. O valor de mercado do seu negócio, se alguém fosse comprá-lo amanhã. A maioria dos empresários de TI não tem essa resposta clara. E sem ela, fica difícil tomar decisão sobre crescimento, sócios, captação ou saída.
Uma pesquisa do Great Place to Work que continua sendo referenciada nos debates de gestão de julho mostra que 57% das empresas brasileiras definiram desenvolvimento de lideranças como prioridade número um em 2026, o maior índice da série histórica. É o mercado reconhecendo que o gargalo não é tecnologia. É gestão.
=> IA & Produtividade
Uma novidade relevante dessa semana que vai na direção de mostrar o quanto a inteligência artificial saiu dos bastidores e chegou ao centro do noticiário: a CNN Brasil anunciou o lançamento de uma vertical diária dedicada à IA, que vai ao ar no dia 3 de agosto. A proposta é cobrir de forma permanente os impactos da tecnologia na economia, no mercado de trabalho e no cotidiano das pessoas.
Isso não é detalhe editorial. É o maior canal de notícias do Brasil dizendo que IA virou pauta diária, não eventual. Quando isso acontece, o profissional de TI deixa de ser o único que sabe do que se trata e passa a competir com um público muito mais informado e exigente. O cliente que comprava tecnologia sem entender o que estava comprando vai chegar nas próximas reuniões com perguntas melhores.
Para quem vende solução de tecnologia no mercado interno, isso muda a conversa comercial. O cliente mais informado quer saber resultado, não funcionalidade. Quer saber o que muda no processo dele, não o que a ferramenta faz. E quer saber em quanto tempo. Quem souber responder essas três perguntas com clareza vai fechar mais contrato.
=> Saúde & Longevidade
Um artigo publicado essa semana no Marcas e Mercados colocou o debate sobre saúde mental no trabalho num enquadramento que raramente aparece: o burnout pesa no caixa da empresa muito antes do afastamento formal. Queda de produtividade, erros, decisões lentas, turnover. Tudo isso aparece antes de qualquer diagnóstico e sem que ninguém meça.
Para o empresário de TI, esse ponto é especialmente importante.
Provavelmente você não tem um RH estruturado. Você percebe quando
alguém entregou mal. Mas dificilmente conecta isso ao nível de sobrecarga acumulada que o time está carregando. E quando percebe, o custo já está alto.
TI está entre os setores com maior risco de burnout no Brasil. A combinação de prazos curtos, demandas imprevisíveis, cultura de disponibilidade permanente e a pressão de manter sistemas que não podem parar é particularmente intensa. O profissional que cuida do uptime da aplicação com SLA definido geralmente não tem nenhum monitoramento equivalente para a própria saúde mental. O sistema cai. A pessoa também cai. E o aviso costuma chegar tarde nos dois casos.
Recado:
Se você está pensando em comprar um imóvel, usar o patrimônio como investimento ou se livrar de um financiamento que está pesando no orçamento, vale conhecer o consórcio imobiliário com mais atenção.
Com a Selic ainda em 14,25% e o financiamento imobiliário cobrando acima de 11% ao ano, o consórcio virou uma das alternativas mais inteligentes do momento. Você não paga juros. Paga apenas uma taxa de administração. Pode usar o FGTS para dar lances e antecipar a contemplação. E quando for contemplado, negocia como comprador à vista, o que pode gerar descontos de até 15% no valor do imóvel.
Funciona pra quem quer comprar o primeiro imóvel, pra quem quer investir em propriedade para renda e pra quem quer quitar um financiamento em andamento com custo menor.
Se quiser entender como funciona no seu caso específico, é só responder esse email. Sem compromisso, sem formulário, sem pitch de venda. Uma conversa direta.
Grande abraço,
Boa semana pra você e pra família!
Max Carneiro | Seu parceiro de planejamento financeiro e proteção familiar
