Agora só falo de futebol na final da copa. E vamos começar com um número que pouca gente notou essa semana: investidores estrangeiros colocaram R$ 36,7 bilhões na bolsa brasileira no primeiro semestre de 2026. O melhor resultado desde 2022. Enquanto o noticiário falava de bolsa caindo, juros altos e inflação teimosa, o dinheiro de fora estava entrando. O Brasil tem contradições que confundem até quem acompanha de perto. Essa semana foi uma boa amostra disso.

=> Economia

Na terça-feira, dia 30 de junho, o governo anunciou o fim do subsídio de R$ 0,35 por litro de diesel, a partir de quarta. Na quinta, o ministro Durigan foi mais longe: o subsídio de R$ 0,44 por litro de gasolina também vai acabar nos próximos dias. O motivo é simples: o petróleo voltou para a faixa de US$ 70 o barril, bem abaixo dos US$ 100 que justificaram o socorro emergencial criado no início da guerra.

Ibovespa fechou sexta-feira aos 174.247 pontos, com alta de 0,84% no dia e 0,55% na semana. Segunda semana positiva seguida. O mercado americano estava fechado pelo feriado do 4 de julho, o que ajudou a reduzir a volatilidade. O payroll de junho nos EUA veio abaixo do esperado, o que reduziu a probabilidade de alta de juros pelo Fed. O dólar fechou em R$ 5,17.

=> Investimentos

O Boletim Focus de segunda-feira, dia 29, trouxe algo que não acontecia há quinze semanas: a projeção do IPCA para 2026 ficou estável em 5,33%. Nenhuma alta. Pode parecer pouco, mas depois de quinze revisões seguidas para cima, é um sinal que o mercado parou de piorar as expectativas. O PIB foi revisado levemente para cima, para 1,99%. A Selic projetada para o fim do ano ficou em 14%.

primeiro semestre de 2026 fechou com investidores estrangeiros colocando R$ 36,7 bilhões na bolsa brasileira, o melhor resultado desde o segundo semestre de 2022. Mesmo com junho isolado sendo o pior mês de junho em cinco anos, o saldo do semestre é robusto. Dinheiro de fora continua apostando no Brasil mesmo quando o noticiário interno é pesado.

Se a inflação realmente chegou ao pico, a janela para travar taxas altas em Tesouro IPCA+ está se fechando. Hoje é possível encontrar títulos do Tesouro IPCA+ com vencimento em 2035 pagando acima de IPCA + 7% ao ano. 

Quando o Banco Central acelerar os cortes de juros e a inflação ancorar, essas taxas vão cair. 

Quem travar agora captura esse retorno real independente do que acontecer com a Selic nos próximos anos. Não é aposta de curto prazo. É proteção de patrimônio de médio e longo prazo, especialmente para quem quer preservar poder de compra acima da inflação. O Tesouro Direto permite aplicar a partir de R$ 30. Não tem desculpa para adiar.

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O presidente do Sebrae publicou essa semana um texto direto sobre o que sustenta o empreendedorismo brasileiro: o Brasil tem motivos de sobra para valorizar sua própria identidade e vocação de empreender. O argumento central é simples. O empreendedor brasileiro opera em um dos ambientes mais difíceis do mundo: carga tributária alta, crédito caro, burocracia pesada. E mesmo assim o país bate recordes de abertura de negócios todo ano.

Isso não é romantismo. É dado. E o que separa quem sobrevive de quem fecha em menos de cinco anos raramente é talento. É método, gestão financeira e capacidade de tomar decisão sem paralisar diante da incerteza. O ambiente nunca vai ficar fácil. A pergunta é o que você faz dentro dele.

=> IA & Produtividade

Na quarta-feira, 1° de julho, o Ministério da Saúde lançou um curso gratuito de IA para gestores do SUS, em parceria com a UFPB. São 12 mil vagas, 180 horas de conteúdo, com foco em decisões baseadas em dados, ética e segurança da informação. As inscrições vão até 2 de agosto.

O que me interessa nessa notícia não é o curso. É o sinal. Quando o governo federal começa a treinar gestores públicos em IA, é porque a tecnologia parou de ser assunto de startup e virou política de Estado. O próximo passo natural é exigir esse conhecimento em licitações, contratos e processos. Quem já sabe vai ter vantagem. Quem não sabe vai aprender na marra.

=> Saúde & Longevidade

Dois dados saíram essa semana que falam sobre o futuro da saúde no Brasil. 

O primeiro: a telemedicina avança, mas segue concentrada no Sul do país, com Santa Catarina liderando com 20% das consultas remotas. O acesso digital à saúde ainda é desigual, e isso tem consequência direta em prevenção e diagnóstico precoce para quem vive fora dos grandes centros.

O segundo: pesquisadores defendem a “tropicalização” da IA para evitar erros médicos no Brasil. A ideia é simples e importante: modelos de IA treinados em dados de populações europeias ou americanas cometem erros quando aplicados ao perfil genético, epidemiológico e socioeconômico do brasileiro. 

Uma ferramenta de diagnóstico que funciona bem em Boston pode errar em Belém. Adaptar a tecnologia à realidade local não é detalhe. É condição mínima de segurança.

Grande abraço,

Boa semana pra você e pra família!

Max Carneiro | Seu parceiro de planejamento financeiro e proteção familiar

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